Cantar
de
galo
ALBUM // OURA
o perfeito imperfeito
Lilonli lirilonlá,
Lilonli lirilonlá,
toca o sino, de cá pra lá
Agora já está
Ainda há pouco batia as sete,
e agora acorda de pé
Toca toca, e só se repete
quase certo daquilo que é
Lilonli lirilonló,
toca o sino a todos e só
Atė mete dó!
O coitado, já que só boceja
e gagueja na sua galé,
sobre as ondas que quase veleja
ondulando na sua maré
Em cada passo balança onde se desabita
lá tão perto do céu, onde o coração grita
Preso no campanário com as saias dobradas
que se dobram os sinos, em batidas forçadas
Lilonli lirilonlé,
toca o sino ao longe e ao pé
Nem sabe quem é
Pendurado, balança o badalo,
bate outra igual a seguir,
lá em cima cantando de galo
sem as horas, aonde há de ir
Lilonli lirilonli,
toca o sino, daqui pr’ali
Inda ontem ouvi
Dança dança, que dança sozinho,
e balança se batem as dez
Vem em festa, em tal desalinho,
e na noite chorando à vez
Em cada passo balança onde se desabita
lá tão perto do céu, onde o coração grita
Preso no campanário com as saias dobradas
que se dobram os sinos, em batidas forçadas
Lilonli lirilonlu,
toca o sino, depois tocas tu
E o rei vai nu!
Com as roupas de fora da cama,
do avesso dos sonhos por vir
Com os pés enterrados na lama,
e os braços, braceja a sorrir